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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Publicidade Grátis (Coisas para Ouvir) #10

Há coisas que se descobrem um bocadinho depois de toda a gente já estar a falar delas, ao contrário das coisas que se descobrem um bocadinho antes de toda a gente começar a falar delas. Para as primeiras há que estar desatento, para as segundas há que fazer prospecção.
Ando agora a ouvir com atenção Metronomy, que lançaram no ano passado o excelente "The English Riviera", e esta amostra "Corinne" é talvez das mais viciantes e bem conseguidas do álbum.
Prémio para a melhor linha melódica em teclado de 2011.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

desabafos

Cass McCombs
Josh Rouse
St. Vincent
The Do
Hanni El Khatib
Fink
Beatbombers
Supernada
Norberto Lobo
Diego Armés
...

Porque é que eu trabalho às sextas-feiras?
Porque é que eu não vivo no Porto?

criatividade em patamares ainda mais elevados

E depois fizeram isto.

Verdadeiramente indiscritível.

criatividade em patamares muito elevados

Me desculpem se andava a dormir e não tinha ainda encontrado esta pérola. Os Ok Go são uma banda americana de Chicago agora sediada em Los Angeles. E independentemente da música, o seu universo estético parece-me muito especial (a comprovar por outros vídeos - ver o fabuloso vídeo das passadeiras rolantes). Para provar que não é preciso um orçamento milionário para fazer algo fabuloso.

Primeiro começar por aqui (vídeo multi-premiado que se tornou viral no Youtube).

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

balanço do ano #01

Um bocado fora de época, para não competir com os verdadeiros balanços, cá vai o balanço do meu ano da graça de 2011. Até para combater esta espécia de Alzheimer cultural que nos afecta a todos por sermos inundados de informação permanentemente. Um post-it virtual. Um exercício de memória sem pensar muito.

5 Álbuns que marcaram o meu ano:

PJ Harvey - Let England Shake
St. Vincent - Strange Mercy
Cass McCombs - Wit's End
Chad van Gaalen - Diaper's Island
The Dodos - No Color

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Apaixonado por uma música

Para quem tiver paciência de ouvir, ler, cá ficam os votos de um bom ano. Aliás eu acho que a música foi escrita para nós. Pela voz de Annie Erin Clark conhecida com St.Vincent.
Que tenham um Champagne Year!

“So I thought I'd learned my lesson
But I secretly expected
a choir at the shore
and confetti through the fall night air

I’ll make a living telling people what they want to hear
it's not a killing, but it's enough to keep the cobwebs clear

‘Cause it's not a perfect plan
It's not a perfect plan
But it's the one we've got
It's not a perfect plan
But it's the one we've got

‘Cause I make a living telling people what they want to hear
But I tell ya, it's gonna be a champagne year”

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Publicidade Grátis (Coisas para Ouvir) #9

Injustos esquecimentos à lista de ontem.
Do melhorzinho que se faz para aí.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Publicidade Grátis (Coisas para Ouvir) #8




Ehehehe...um ano depois, num ritmo alucinante...eis que o escriba regressa
Com audiência até na Suiça, não podia deixar os seguidores sequiosos.

Cá vai mais uma safra de boa música uma mais recente outra já com mais tempo. 10 fresquinhos.

Uma espécie de Best Of do que vou ouvindo:

"Wild Go" - Dark Dark Dark

















"Halcyon Digest" - Deerhunter













"Wounded Rhymes" - Likke Li














"Smoke Ring for My Halo" - Kurt Vile















"No Color" - The Dodos














"Brothers" - The Black Keys













"Anna Calvi" - Anna Calvi














"Creep on Creepin' On" - Timber Timbre














"Helplessness Blues" - Fleet Foxes














"Bon Iver" - Bon Iver



sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A arte do garimpeiro #2

Sem ter a pretensão de ser o único divulgador, apenas desejo partilhar “descobertas” com aqueles a quem possam interessar.

Jesca Hoop

Americana de nascença, será filha de mormons e terá sido babysitter dos filhos de Tom Waits, mas será que isso quer dizer alguma coisa? Recentemente mudou-se para o outro lado do Atlântico, para a cinzenta Manchester. Guy Harvey dos Elbow é uma asa protectora e um conselheiro e colaborador de serviço.

Trata-se de um universo musical muito próprio e com múltiplas influências que não interessa muito elencar. Essa riqueza está presente na sua música.

Editou até agora um EP – Kismet – ainda nos Estados Unidos e agora (foi editado já no ano passado no Reino Unido) o álbum Hunting My Dress. Uma belíssima voz em músicas que se recusam a encaixar dentro de um formato ou género reconhecível.
A desfrutar.

A arte do garimpeiro #1

Eu também andei por lá, Ministars, Onda Choc, Europe, Modern Talking, Scorpions, Bon Jovi. Mas comecei a descobrir que aquilo que me ofereciam não seria bem o que mais agradava ao meu paladar musical. Use Your Illusion terá começado a desviar-me para o lado sombrio da força. Fora a rádio local, fora a RFM, fora o Top+ (ou os seus antecessores). Entram as cassetes emprestadas, as horas passadas a tentar gravar músicas da rádio sem anúncios, aquele irmão mais velho do amigo que tem uns Cd’s de umas bandas que ninguém conhece. As noites passadas a ouvir a Margem de Certa Maneira do Rui Vargas na Comercial já a entrar pela madrugada.

Depois Lisboa e as rádios até aí inacessíveis. A XFM. Nada por princípio contra o mainstream, mais o sentido de um gosto pessoal e de uma certa auto-suficiência na procura das referências musicais.

Hoje tudo isso está exponenciado, as fontes são virtualmente infinitas, existe sempre alguém capaz de te levar para outro patamar de exotismo, mas no fundo a busca que subsiste (sempre enquadrada dentro de um universo de gosto pessoal) é a de boa música, de ser surpreendido, de ser tocado pela sensibilidade de pessoas que cantam a tua vida também.

Por isso há que garimpar. Nem sempre o peneirar revela pepitas.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Publicidade Grátis (Coisas para Ouvir) #7

Ah pois é (longo bocejo) a inércia é uma coisa terrível. Mas cá vai mais um acrescento inútil à blogoesfera.
Aquilo que valeu a pena ter ouvido este ano (chegando-se mesmo a comprar as rodelas de plástico):

Local Natives - Gorilla Manor (Frenchkiss Records) Fevereiro 2010
Beach House - Teen Dream (Sub Pop) Janeiro 2010
Joanna Newsom - Have One on Me (Drag City) Fevereiro 2010

LCD Soundsystem - This Is Happening (DFA Records) Maio 2010

The National - High Violet (4AD) Maio 2010

Arcade Fire - The Suburbs (Merge Records) Agosto 2010

Grandes concertos de Beach House (Lux) e The National (Super Bock Super Rock). Desiludido com LCD Soundsystem no Optimus Alive. À espera de Arcade Fire em Novembro no Pavilhão Atlântico, junto à cimeira da NATO.

Até breve.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Publicidade Grátis (Coisas para Ouvir) #6

Pistas para um ano que acaba e um ano que começa.
Coordenadas: Londres, Canadá, Estados Unidos (com Brooklyn a fervilhar) e Portugal
(de várias fontes - sugiro consultar os respectivos sítios no Myspace)

The Maccabees
Say Hi
Chris Garneau
Timber Timbre (excelente surpresa)
Noah and the Whale
Lightning Dust
Novo Álbum de Metric
Noiserv
Hey Rosetta!
Malajube
Novo Álbum de Patrick Watson and The Wooden Arms
Speech Debelle
Miles Benjamin Anthony Robinson (já com dois discos - vai ser grande)
A salivar à espera de ter nas unhas o novo álbum de Beach House, que pelo concerto do Super Bock em Stock, promete muito.

E-Report #1


Reportagem do Elefante.

Depois de um período de longa inactividade, o Elefante andou a ponderar os prós e os contras de manter um blog vs. a absorvente vidinha do dia a dia. E chegou à conclusão que vale a pena o esforço, sobretudo de partilhar.

Assim aqui fica a primeira Reportagem do Elefante.

No passado fim de semana, mais propriamente no Sábado, realizou-se a final da 15ª Edição do Festival Termómetro (que já não é Unplugged, e já agora, já não é limitado apenas a bandas nacionais). Local: Sala das Colunas do Lx Factory, em Lisboa, nova meca da programação idependente e cool. Primeiro erro, na minha opinião. Eu sei que a final já se realizou em diferentes localizações entre Porto e Lisboa, mas as condições criadas naquele espaço, não eram as indicadas a quem queria ouvir música. Muita dispersão do som (péssima acústica) e muitas pessoas em ambiente de semi-festa para quem a música é apenas um pano de fundo para conversas necessariamente gritadas. Conclusão: atrás e ao lado da PA já pouco se ouvia definidamente (quero imaginar que à frente se ouvia). Outro problema que a organização terá que resolver são os tempo mortos entre as bandas. O Festival começou à 1:00 e terminou às 5:00 (actuação de 7 bandas, 4 músicas cada, incluíndo os vencedores do ano passado e os seis finalistas deste ano). Foi mais o tempo entre actuações, que o tempo das actuações propriamente ditas.

Posto isto passemos às bandas. Primeiro confessar que não conhecia nenhuma, não sou amigo de ninguém e que não tinha visto nenhuma eliminatória. Fui ouvir o Myspace de todas elas depois do festival para tentar perceber melhor aquilo que por vezes não tinha conseguido ouvir.

1ª Banda: Long Way To Alaska (Portugal). Parece-me um universo musical que está a dar os primeiros passos em termos de definção estética, o que confirma com as idades dos membros e o tempo de existência da banda. Música intimista e introspectiva com uma composição de elementos curiosa. Os mais prejudicados pelo mau som.
Ponto alto: "Sicilian Relation(ship)"

2ª Banda: Autumn Comets (Espanha). Nuestros Hermanos subiram logo o patamar um pouco. Como estavam num regime mais eléctrico o som já se percebia um pouco melhor. Pop-rock com uma componente bastante melódica. Mas pouco inovadora em termos creativos.
Ponto alto: versão de "Paper Planes" de M.I.A. (o que já diz um pouco sobre as suas músicas).

3ª Banda: The Hypers (Portugal). Rock n´Roll puro e duro, curto e grosso com o pé no acelarador e atitude em palco. Muita energia que conseguiu passar para o público. Uma voz característica. A coesão estética está lá, com apenas um ou outro desvio, como um tema a piscar os olhos a uns Joy Division, o que desconcertou talvez um pouco, dado aquilo que estava a ser apresentado até aí.
Ponto alto: "Close to Me"

4ª Banda: Black Taxis (Alemanha/EUA). A partir daqui ficou no ar que os possíveis vencedores poderiam estar encontrados. Animais de palco, com uma rodagem muito superior a todas as bandas anteriormente apresentadas. Rock clássico mas com uma componente melódica. Algures entre Iggy Pop and the Stooges e Franz Ferdinand, postos na misturadora e com um sabor diferente dado pela voz do vocalista. Acabaram por vencer, creio eu, muito em função da prestação demolidira em palco.
Ponto alto: "When We Where Ghosts"

5ª Banda: You Can´t Win Charlie Brown (Portugal). Os melhores dos portugueses. Som laborioso e pormenorizado que é mais difícil de transpor ao vivo, acabando por ser prejudicados pelo volume do som. Um universo sonoro menos imediato, mais exigente para o ouvinte, algures entre um Patrick Watson (talvez pelas semelhanças da bonita voz do vocalista) e o psicadelismo de uns Flaming Lips num estado mais apaziguado.
Ponto alto: "Melódica" (do Myspace deles)

6ª Banda: Hallo Kosmo (Bélgica). A Bélgica sempre foi fértil em projectos interessantes. Depois de analisado o respectivo Myspace, parece-me claro que são os que estão mais próximos do profissionalismo, com uma coesão estética que vai desde o imaginário visual ao imaginário sonoro. Aparentemente terão começado mais num electro-pop (ou mesmo pop) orelhudo e agora a caminho de um electro-clash mais orientado para a pista de dança.
Ponto alto: "Ain´t a Thing" (do Myspace deles)


Para fechar a noite três nomes do pop-rock cantado em português em palco: Samuel Úria, B Fachada e Manuel Cruz.
Os vencedores acabaram por ser os Black Taxis.

Au Revoir

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Publicidade Grátis (Coisas para Ouvir) #5

Para os sedentos de novidades, aqueles cujo i-pod é um carrossel sempre em busca da frescura mais fresca, aqui ficam mais umas dicas da colheita de 2009.
Comecemos pelo menos bom. Paul Banks, o vocalista dos Interpol lançou um álbum a solo onde se chama Julian Plenti. A crítica divide-se, uns acham bom outros acham mau. Totalmente mau nunca poderia ser, existe uma espécie de qualidade mínima garantida, dada pelo selo Interpol. A ouvir e tirar conclusões.
Deslocando o epicentro de Brooklyn para Inglaterra chegam-nos duas novidades. O disco (ainda se pode dizer disco?) Broken dos Soulsavers, é uma coisa feita com muito bom gosto e oscila entre temas a roçar a genialidade e outros a lamechice. Criadores mais ou menos anónimos convidam uma panóplia de colaboradores para dar cara e voz destacando-se entre as restantes, a voz cava de Mark Lanegan (em quantos projectos colabora este senhor?).

E finalmente os The xx, sangue novo em mais um exercício de reciclagem musical em que o bolo resultante é muito mais que a soma dos ingredientes. Estruturas e dinâmicas simples, mas uma simplicidade que é difícil de conseguir, feita mais de depuramento do que é supérfluo. Brilhante.



terça-feira, 25 de agosto de 2009

Balanço Musical da Década

Pois é, sem sabermos bem como estamos a chegar ao final da primeira década do terceiro milénio (depois de Cristo) - 2000 a 2010. Para quem tem mais ou menos a minha idade, o ano 2000 era um ano remoto onde se teria "x" idade. Confesso que para mim 2010 já é do domínio da ficção científica. O número começa a ficar abstracto, podia ser 4327 ou 359, era igual. Singular a percepção do tempo não é? Bem mas voltando ao assunto, começam os primeiros balanços a ser feitos. O site norte-americano sobre música (não só indie) Pitchfork lançou o P2K - as melhores 500 músicas da década de 2000 (deveria ser a década de 00?). É uma iniciativa muito interessante, com uma escolha, para um site que é tido como um referência sobretudo da música independente e alternativa, muito eclética. Está organizado como um Top e as escolhas são da responsabilidade da equipa residente. Tem um mini-player para quase todas as músicas, em associação com uma loja on-line, mas não se consegue ouvir todas as músicas (aliás não se consegue ouvir a maior parte), apenas as mais exóticas. Mas se associarem um site de streaming, por exemplo, o Grooveshark, é só ir procurando uma a uma e disfrutar.

Aqui fica o link para quem estiver interessado. Boas audições.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Música para o Verão

Se estás triste, por ser Agosto, e toda a tua família está no Algarve a stressar nas filas para a praia, o supermercado e o restaurante, se tens o cérebro a cozer com o calor que se faz sentir, se sentes que o Verão ainda não arrancou verdadeiramente, vai aqui e descontrai um bocado.
Os YACTH acabam de lançar um álbum na DFA (LCD Soundsystem), chamado See Mistery Lights, e este Psychic City é o aperitivo.
Enjoy

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Publicidade Grátis (Coisas para Ouvir) #4

Por detrás destes dois álbums há um nome em comum, Daniel Rossen. Como Grizzly Bear, acompanhado por Ed Droste, Chris Taylor e Christopher Bear. Nos Department of Eagles com Fred Nicolaus, e também com Chris Taylor como produtor. Em ambos um trabalho laborioso, de pormenor, com arranjos grandiloquentes. Pérolas para o ouvido atento. O álbum de Department of Eagles, In Ear Park, já é do ano passado, o de Grizzly Bear, Veckatimest, está ainda fresquinho, mas vai figurar na lista dos melhores do ano. A base comum é Brooklyn, epicentro de alguma da mais entusiasmante música independente da actualidade.

Publicidade Grátis (Coisas para Ouvir) #3

Uma cabana no bosque. Decoração rudimentar. Num canto, um fogão a lenha acaba de aquecer água para um café americano. O fogão deixa escapar o som do crepitar da madeira a arder. Lá fora chove. Através de um vidro embaciado vislumbra-se um cavalo a pastar. Justin Vernon canta. Um branco com alma de negro. De arrepiar. Para recuperar no Inverno (Bon Iver - For Emma, Forever Ago, 2008).


segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Publicidade Grátis (Coisas para Ouvir) #2


Já não é propriamente um segredo bem guardado, já se diz por aí que vai figurar nas listas dos melhores do ano. Eu acredito. Bill Callahan, depois de deixar de se esconder sob o nome de Smog, edita o seu segundo álbum, sob nome próprio, Sometimes I Wish We Were An Eagle. Mais intimista do que o anterior Woke on a Whaleheart, encontra paralelo no magnífico A River Ain't Too Much to Love de 2005, o seu último albúm como Smog. Parece que a sua musa já não é a brilhante Joanna Newsom.
Gostos não se discutem, por isso haverá sempre quem não tenha interesse nenhum pelo tipo de música aqui sugerida, c'est la vie...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Publicidade Grátis (Coisas para Ouvir) #1


Para quem gosta da onda singer-songwriter aqui fica uma sugestão, uma boa surpresa do ano passado. O rapaz é novinho (26 anos), é de Brooklyn e dá pelo nome de Miles Benjamin Anthony Robinson. O álbum é homónimo e composto de 10 boas canções.